Júri simulado
Objetivo: Debater o tema,
levando os participantes a tomar um posicionamento; exercitar a expressão e o
raciocínio; amadurecer o senso crítico.
Participantes:
Juiz: dirige e coordena as intervenções e o andamento do júri.
Juiz: dirige e coordena as intervenções e o andamento do júri.
Jurados: ouvirão todo o
processo e no final das exposições, declaram o vencedor, estabelecendo a pena
ou indenização a se cumprir.
Advogados de defesa: defendem
o “réu” (ou assunto) e respondem às acusações feitas pelos promotores.
Promotores (advogados de
acusação): devem acusar o “réu” (ou assunto), a fim de condená-lo.
Testemunhas: falam a favor
ou contra o acusado, pondo em evidência as contradições e argumentando junto
com os promotores ou advogados de defesa.
Descrição da dinâmica:
1. Divide-se os participantes, ficando em números iguais os dois grupos -
todos os participantes (exceto o juiz e os jurados) podem ser testemunhas.
2. Os promotores devem
acusar a Educação à Distância.
3. Os advogados defendem a
Educação à Distância
4. As testemunhas devem
colaborar nas discussões, havendo um revezamento entre a acusação e a defesa,
sendo que os advogados podem interrogar a testemunha “adversária”.
5. Terminado o tempo das discussões e argumentações dos dois lados, os jurados devem decidir sobre a sentença. Cada jurado deve argumentar, justificando sua decisão.
6. Avaliação e comentários de todos sobre o assunto discutido.
*Obs.: é importante fixar bem o tema, bem como os fatos que serão matéria do
julgamento. Para isso poderá haver uma combinação anterior com todas as partes,
preparando com antecedência, os argumentos a serem apresentados.
___________________________________________________________________________
A seguir, uma sugestão de uma peça teatral.
Tema: Meio ambiente
TRIBUNAL DE JÚRI
ABERTURA
Entra o Juiz Presidente (todos se levantam). O Juiz ocupa seu lugar – (todos se
sentam).
Juiz: Vai ser submetido a
julgamento o processo em que consta nos autos o réu/a ré no Ministério do
Paraná.
Declaro aberta a sessão.
(Estando presente o réu o Juiz fará as primeiras perguntas)
Juiz:
Qual o seu nome?
Réu:
_____________________________
Juiz:
Qual a sua idade?
Réu:
_____________________________
Juiz: O
Senhor tem Advogado?
Réu: Tenho sim
Senhor.
Juiz:
Quem é?
Réu:
Doutor__________________________
Juiz:
Determino ao Senhor Escrivão que convide o Advogado a ocupar a tribuna de
defesa.
Escrivão: Este Tribunal convida
ao Doutor______________________, Promotor de Justiça a ocupar o lugar da
acusação.
Promotor: Obrigado Excelência.
Juiz:
Agora vamos ao sorteio dos jurados para a formação do conselho se sentença.
Aviso aos jurados sorteados no plenário que não poderão funcionar como jurados
“marido e mulher” ou parentes. Que a acusação e a defesa se manifestem quanto à
aceitação dos jurados sorteados, podendo, cada um, recusar até três nomes.
Juiz:
Senhor___________________________
Doutor: Recuso Excelência. A
família deste moço é dono de uma serraria e ela, com certeza, não estarão
colocando a preservação do meio ambiente em primeiro lugar.
Juiz: Devo a bem de a verdade
lembrar a defesa que basta dizer o nome do jurado até o número de três, não
precisando dizer suas razões.
Juiz:
Senhor____________________________
Doutor: Aceito com prazer.
Promotor: A acusação recusa.
Juiz: Esta recusada, obrigado.
Juiz:
Senhor____________________________
Doutor: Aceito com prazer.
Promotor: A acusação aceita.
Juiz:
Senhor____________________________
Doutor
A defesa aceita.
Promotor: Aceito.
Juiz:
Senhor____________________________
Doutor: Aceito.
Juiz: Senhor____________________________
Doutor: Aceito com prazer.
Promotor: Aceito.
Juiz:
Senhor_____________________________
Doutor: Aceito.
Promotor: Aceito, Excelência.
Juiz:
Senhor_____________________________
Doutor: A defesa aceita,
excelência.
Promotor: Aceito.
Juiz:
Senhor_____________________________
Doutor: Aceito.
Promotor: Aceito.
Juiz: Peço a todos que se
levantem para o compromisso do conselho de sentença deste Tribunal.
“Senhores jurados em nome da Lei
convidam-vos a examinar com imparcialidade esta causa proferir a vossa decisão
de acordo com a vossa decisão de acordo com a vossa consciência e a justiça.
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado:
Sr.______________________________”Assim o prometo”
Juiz:
Podem sentar.
Juiz: Em
seguida o interrogatório do acusado.
O Senhor não está obrigado a
responder as perguntas, mas caso não as responda o seu silêncio poderá
prejudicar sua defesa. O Senhor conhece as testemunhas?
Réu: Sim.
Juiz: É amigo íntimo, inimigo ou
parente de qualquer uma deles?
Réu: Não excelência, eu apenas o
conheço.
Juiz: O Senhor é acusado do
seguinte:
Conforme consta do Inquérito
Policial nº. 010/89, no dia 20 de abril deste ano o Sr, pôs fogo em sua roça de
soja e não tendo tomado as devidas precauções, o fogo alastrou-se para a mata
do bosque da cidade, incendiando dezenas de árvores e matando muitos animais,
ofendendo assim a lei que protege o meio ambiente. É verdade essa acusação?
Réu: É, mas foi um incidente.
Porque naquele dia eu só queria queimar meus dois alqueires de soja, que eu já
tinha colhido, para plantar o trigo.
Juiz:
Para o escrivão que digita:
“Às perguntar respondeu o réu que conhece as testemunhas de acusação e defesa,
mas que não é amigo íntimo, inimigo ou parente de nenhuma delas. Que no dia da
queimada pretendia apenas queimar os restos de sua roça de soja pra o plantio
de outra cultura, não esperando que o fogo espalhasse”.
Juiz:
Chamo para depor a testemunha de acusação. O Senhor____________________
Juiz:
Apresente-se a testemunha de acusação. O Senhor________________ e tome seu
lugar.
(a testemunha entra e senta)
Juiz:
O Senhor Jura dizer a verdade em nome da lei?
Testemunha:
Juro
Juiz:
O que o Senhor sabe sobre o crime de destruição do meio ambiente cometido pelo
Senhor________________?
Testemunha:
Nós somos vizinhos e quando ela me disse que ia queimar a palha de soja para
plantar o trigo eu avisei que era perigoso e que o fogo poderia se espalhar.
Disse também que esta prática de por fogo na lavoura não se usa mais, isso
prejudica muito a qualidade do solo, além de por em risco nossas matas e
animais, põem em risco a própria vida humana, e que por isso é contra a Lei
atear fogo.
Juiz:
Pode se retirar, obrigado. (a testemunha levanta e sai).
Juiz:
Chamo para depor a testemunha, Senhor___________________, pela defesa. Que tome
seu
lugar (a testemunha entra e senta).
Juiz:
O Senhor Jura dizer a verdade em nome da lei?
Testemunha:
Juro.
Juiz:
O que o Senhor sabe sobre o crime de destruição do meio ambiente cometido pelo
Senhor_______________?
Testemunha:
Excelência eu conheço o réu, o Senhor__________________, da escola onde
estudamos juntos e ele sempre foi uma pessoa que sempre ajudou os outros.
No dia que o fogo pulou do sítio
dele para a mata do bosque ele fez de tudo para apagar o fogo até a noite. Eu
mesmo vi quantos animais ele ajudou a salvar. Então eu tenho certeza de que ele
não esperava que acontecesse o desastre que foi o incêndio.
Juiz:
Pode se retirar, obrigado. (a testemunha levanta e sai)
Juiz:
Passo a palavra ao Dr. Promotor lembrando que terá o prazo de 10 minutos para
expor razoes de acusação.
Promotor:
Tenho hoje a oportunidade e satisfação de ter como Presidente desse Tribunal um
homem do mais alto grau cultura e sendo de justiça.
Aceite Meritíssimo Juiz esta homenagem da acusação. Quero ainda estender minha
homenagem ao Doutor_______________________, brilhante defensor do réu.
Senhores Jurados: Vossas Senhorias tiveram a oportunidade de presenciar a
confissão do próprio réu que assume o crime de causar a queimada de dezenas de
arvores e morte de vários animais que viviam no bosque de nossa cidade, vizinho
de sua propriedade. Sem dúvida que ao observarmos as provas, concluiremos que o
réu merece ser condenado pela destruição do meio ambiente.
O réu pode dizer que não teve a intenção, mas devemos proteger nossas matas e
animais pra preservar a própria vida humana na terra. Pois as matas mantêm o
equilíbrio da temperatura do planeta e sem as matas o clima vai tornar-se
insuportável.
E é em nome desse direito que a Promotoria pede a condenação do réu.
Juiz:
Aviso que o tempo de acusação esta esgotado. Passo a palavra ao defensor do
réu,
Doutor________________, que também terá o prazo de 10 minutos para fazer
sua defesa.
Dr.
Meritíssimo Juiz, aceite as homenagens da defesa no sentido de reconhecer
publicamente os serviços de julgador que Vossa Excelência tem prestado a este
estado.
Homenageio também o Dr. Promotor, ilustre acusador que tão jovem já ocupa tão
alto cargo na justiça paranaense.
Senhores Jurados: A acusação tentou transformar a ré num verdadeiro monstro,
perigoso para toda a sociedade.
Na verdade este raciocínio é
injusto e merece a censura de nossas consciências.
Carreguem isso durante o julgamento.
Quando o réu queimou sua roça ele usou uma pratica que era muito comum na
agricultura. Sabemos hoje que isso somente prejudica o solo e que o manejo do
solo mudou muito. Mas o réu em sua simplicidade só fez o que foi ensinado pelos
seus pais e se crime, então são muitos os criminosos. Alem disso, conforme
declarou a própria testemunha, o Senhor__________________, ele não esperava
aquele resultado e ate ajudou a combater o fogo e salvar a vida dos animais do
bosque. E que tem toda a capacidade para aprender a usar o solo corretamente se
lhe for ensinado.
O maior crime será o nosso se condenarmos a cumprir pena numa prisão uma pessoa
que sempre agiu corretamente dentro comunidade. Aqueles que vão para prisão nem
sempre sabem de crimes. Mas de lá saem sabendo tudo.
Juiz:
O prazo da defesa está esgotado.
Juiz:
O réu gostaria de dizer alguma coisa?
Réu:
Sim, Excelência. Gostaria de dizer a todos os que me assistem agora que estou
no banco dos réus porque mereço. Quando eu fiz a queimada na minha rocinha eu
fui egoísta e só pensei nas vantagens que eu teria se plantasse meu trigo mais
rápido e com menos trabalho. Não percebia que com isso eu estaria pondo em
risco o meio ambiente e toda a população de nossa cidade e que não devemos por
fogo na terra, pois isso prejudica o solo. Agora eu sei que se todos os
lavradores fizessem isso o nosso planeta verde viraria uma grande bola de
fumaça. Estou pronto a pagar pelo meu erro. Obrigado.
Juiz:
Os membros do corpo de jurado podem se retirar para a sala secreta de onde
deverão voltar com seu veredito. (jurados se retiram para o canto e conversam)
Juiz:
Aviso aos presentes que se qualquer um perturbar a livre manifestação do
conselho será obrigado a deixar o local e pagar uma multa de 100,00 (cem
reais).
Jurados:
(Depois de voltarem e sentarem nos seus lugares)
Nós já temos o veredito, Excelência.
Juiz:
Que seja anunciado o resultado.
Jurados:
Por quatro votos contra três o réu foi considerado culpado pelo incêndio da
mata do bosque de nossa cidade. A vossa Excelência cabe aplicar a pena.
Juiz:
Devido ao arrependimento do réu, que reconheceu voluntariamente seu crime e a
sua própria consciência de que é preciso preservar o verde para o bem estar da
humanidade, condeno o réu, o Senhor _____________, a plantar uma árvore no
terreno da escola, na presença de todos, para assim dar o bom exemplo, ajudar
na conscientização da comunidade de que não se deve por fogo na lavoura e,
finalmente, e mais importante, repor as árvores do bosque que foram destruídas
com o incêndio.
(está encerrada a sessão)
Créditos:
A peça teatral foi escrita
originalmente por mim, Geisa M. M. Mota e adaptada/ dirigida com o apoio do Dr.
Genta em 1992(?). Ela foi apresentada pela primeira vez na gincana na Escola
Estadual 1º de Maio, no município de São Pedro do Ivaí – PR.Tempos depois apresentamos na
gincana na Escola Estadual “Distrito Mariza”, distrito Marisa em São Pedro do
Ivaí, e em seguida, em São João do Ivaí nas escolas: Escola Estadual do Luar e
Escola Estadual “José de Matos Leão.”A obra objetiva a
conscientização ambiental. De fato, tal problema, é apenas uma simulação de um
tribunal do júri.

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